Cartão de Crédito

O cartão de crédito é o produto financeiro mais usado e também o mais mal compreendido do país. Ele funciona como um empréstimo de curtíssimo prazo: o banco paga o lojista, você paga o banco na data do vencimento e, enquanto a fatura é quitada integralmente, não há juros. O problema começa quando só uma parte do valor é paga.

Nesta seção reunimos os textos que explicam cada peça desse mecanismo. O que é a data de fechamento e por que ela, e não o vencimento, determina em qual fatura a compra vai cair. Como se forma o rotativo quando o pagamento fica entre o mínimo e o total, e por que ele é a linha de crédito mais cara do mercado brasileiro. O que muda quando a dívida do rotativo é convertida em parcelamento, o que os bancos são obrigados a oferecer depois de trinta dias. E o limite de encargos introduzido pela Lei 14.690/2023, que impede que juros e encargos do crédito rotativo e do parcelamento da fatura superem o valor original da dívida.

Também tratamos das decisões práticas que aparecem antes disso: se vale pagar anuidade em troca de benefícios, como comparar cartões sem se prender ao programa de pontos, o que observar no cartão usado em compras internacionais, quando o parcelamento sem juros da loja é realmente sem juros e como pedir aumento ou redução de limite sem comprometer o orçamento.

Os textos partem das normas em vigor e das informações publicadas pelo Banco Central, e cada número citado traz a fonte e a data da checagem. A ideia não é dizer se você deve ou não usar cartão, e sim deixar claro o que está contratado quando ele é usado, para que a escolha seja sua e feita com as regras à vista.